Como montar a gôndola de protetor solar que mais vende no verão?

Basta o calor aparecer para que a procura por itens de cuidado com a pele cresça rapidamente. E o sol não é o único motivo: vento, ar-condicionado, poluição e variações na umidade deixam a pele mais suscetível ao ressecamento, fazendo com que o consumidor busque fórmulas leves, confortáveis e de boa performance.

Nesse cenário, a exposição da linha solar vai além da organização das prateleiras, trata-se de construir um ambiente que favoreça escolhas rápidas, desperte interesse e estimule compras complementares em um período de intenso movimento nas lojas.

Construção da área: fluidez antes de tudo

Uma gôndola eficaz começa pelo fluxo da loja. Quando o cliente encontra barreiras logo na entrada: móveis posicionados na horizontal, volume excessivo de produtos ou mistura de categorias incompatíveis, a experiência perde naturalidade. Especialistas em varejo reforçam: a porta de entrada precisa receber, nunca travar.

Por isso, vale apostar em mobiliário estreito e alinhado ao trajeto natural do visitante. A área de solares deve permitir que o consumidor veja embalagens, compare texturas, identifique FPS e tome decisões de forma instintiva.

Durante o verão, pontos extras se tornam aliados valiosos. Pontas de gôndola, ilhas próximas ao checkout e pequenos displays laterais funcionam como lembretes visuais, destacam o clima da estação e ainda abrem oportunidades para trabalhar combinações com bronzeadores, hidratantes pós-sol e repelentes, categorias que ganham força no mesmo período.

Organização que facilita escolhas

A disposição dos produtos pode transformar completamente a performance de um setor. Categorias bem delimitadas reduzem dúvidas, melhoram a leitura visual e tornam a busca mais rápida, sem criar rigidez desnecessária.

Uma lógica funcional para organizar a gôndola é:

  • Linha facial no topo – Área mais nobre da prateleira, ideal para produtos de maior valor agregado e FPS elevado. A visibilidade favorece conversão e ajuda quem tem necessidades mais específicas.
  • Sprays nas alturas intermediárias – Por serem práticos e muito usados em ambientes externos, ficam acessíveis para quem busca agilidade.
  • Protetores corporais no centro – Representam boa parte da demanda no verão e precisam ocupar a maior extensão da exposição.
  • Bronzeadores e intensificadores nas faixas inferiores – Atendem um público já decidido, que geralmente sabe exatamente o que quer.

Dentro de cada segmento, ordenar as opções do FPS mais alto para o mais baixo acompanha o raciocínio natural do consumidor e evita ruído.

A sinalização também merece atenção: etiquetas discretas com indicações como “textura leve”, “toque seco”, “ação prolongada” ou “para pele oleosa” são suficientes para orientar sem sobrecarregar o visual.

Lançamentos, embalagens promocionais e formatos econômicos devem ter destaque especial, são decisivos para quem ainda está avaliando alternativas.

Por que tudo isso importa?

O verão transforma a dinâmica do PDV. Aumenta o tempo ao ar livre, cresce a preocupação com os efeitos do sol e o consumidor passa a incluir fotoproteção na rotina, seja para uso diário ou viajar.

Quando a gôndola está bem planejada, a jornada de compra se torna leve e intuitiva. Isso influencia diretamente nas vendas, consolida a lembrança da loja e estimula o retorno do cliente ao longo de toda a estação.

A categoria solar não é apenas sazonal: é um ponto de contato estratégico com o consumidor. Organizar bem esse espaço, com boa circulação, sinalização objetiva e variedade inteligente, transforma a exposição em experiência e, consequentemente, em resultados.

Foto: iStock.com/RossHelen