É alta procura por analgésicos e antieméticos no fim do ano

O final do ano traz um movimento diferente para as farmácias. Entre festas, viagens, refeições mais pesadas e rotina desajustada, cresce a busca por analgésicos e medicamentos para enjoo, tanto por automedicação quanto por recomendação profissional.

Para o segmento, é um período de atenção redobrada: quem se antecipa não sofre com falta de produto e ainda aprimora a experiência do cliente.

A seguir, um guia objetivo para preparar o PDV, evitar falhas no abastecimento e aumentar a eficiência comercial neste período.

Entendendo o comportamento do consumidor

Antes de reorganizar prateleiras, vale observar o que acontece nessa época:

  • Estímulos frequentes: festas, confraternizações e alimentação fora da rotina elevam quadros de dor de cabeça, mal-estar e azia.
  • Compras rápidas e de emergência: grande parte dos consumidores busca uma solução imediata, com intenção clara e pouco tempo para navegar pela loja.
  • Maior fluxo de turistas: regiões de praia, estâncias e cidades turísticas registram aumento expressivo de compras pontuais.
  • Decisões influenciadas pela praticidade: embalagens menores e produtos de ação rápida ganham destaque.
  • Preferência por marcas conhecidas: o cliente tende a optar pelo que já usa ou reconhece.

Esses padrões indicam que a organização do ponto de venda precisa ser simples, acessível e intuitiva.

Como planejar o abastecimento sem correr riscos?

O risco de ruptura é maior nessa época, e pode comprometer a credibilidade da loja. Um bom planejamento envolve:

  1. Revisão de giro histórico

Considere o comportamento dos anos anteriores e o movimento das últimas semanas. Mesmo que os dados variem por região, é comum que o consumo desses itens aumente significativamente:

  • analgésicos de uso geral,
  • antieméticos,
  • protetores gástricos,
  • soluções de reidratação oral.
  1. Ajuste do nível de segurança

Inclua um quantitativo adicional para cobrir picos de venda entre Natal e Réveillon. Trabalhe com margens um pouco mais generosas em embalagens menores, que têm saída rápida.

  1. Observação do comportamento online

Se a farmácia oferece compra via app, WhatsApp ou site, use esses dados para entender quais medicamentos são mais buscados e alinhar o estoque físico.

  1. Foco na distribuição interna

Converse com o distribuidor para entender prazos, datas de reabastecimento e alternativas equivalentes caso algum item sofra falta momentânea.

Organização do PDV: onde cada item deve ficar

Uma exposição clara facilita a compra e reduz perguntas básicas, deixando o atendimento mais eficiente. Aproxime analgésicos e antieméticos das zonas de maior circulação, como corredores de entrada ou próximo à perfumaria, onde o cliente naturalmente passa.

Em vez de empilhar marcas, organize por finalidade:

  • dores de cabeça e desconfortos comuns;
  • dores musculares;
  • enjoo e náuseas;
  • desconforto pós-refeição;
  • reidratação.

Esse formato ajuda o cliente a se orientar e amplia o ticket médio com compras combinadas. Além disso, placas simples e discretas, com categorias bem definidas, reduzem dúvidas e aumentam a autonomia do consumidor.

As marcas mais procuradas devem estar à altura dos olhos. Alternativas econômicas e genéricos podem vir logo abaixo, ampliando a oferta.

Dependendo da política da farmácia, vale montar pequenas sugestões, como:
Essenciais para a mala de viagem”, “Cuidados para depois das festas”, sempre respeitando as normas vigentes e sem indução terapêutica.

 

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